Às vezes apetece-me fazer uma pausa para escrever, mas é nesses momento que a minha mente parece ficar em branco. O que escrever e porquê escrever sobre determinados temas são perguntas que me surgem em vez dos assuntos que apenas aparecem em momentos flash e locais completamente inusitados. Geralmente tenho as melhores ideias enquanto conduzo. Conduzir tornou-se uma terapia, talvez devido à necessidade e ao hábito. Gosto de cantar enquanto conduzo. Mas isso é porque é dos poucos locais onde sei que não incomodo ninguém. Mas gosto principalmente de pensar enquanto conduzo. Deixar a mente vaguear enquanto se “faz” a A2, com a música bem alta e as paisagens deslumbrantes do Alentejo e do meu Algarve. Quantas vezes aí me surgiram ideias para mais um post, que invariavelmente, nunca saiu da minha mente? Ou porque simplesmente me esqueci dele (e fiquei com aquela sensação irritante do “eu tinha uma ideia mesmo, mesmo boa para um post, sei que tinha, mas não me lembro”) ou porque era demasiado pessoal, demasiado eu. O tipo de condicionamento de ter um blog que meia dúzia de amigos conhecia era mais do que suficiente para vetar a maior parte das minhas ideias. Por isso nasceu este “pausa para escrever”. Um segredo público. E afinal não há melhor forma de esconder alguma coisa que pô-la à frente dos olhos de todos .
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