Todos os dias tenho que pensar naquilo que faço, que digo, na forma como reajo a um colega de trabalho. Já fomos amigos. Muito amigos. Durante anos. Depois, sem qualquer razão, ele afastou-se. Com aquele tipo de afastamente cruel de que só é capaz quem está fisicamente perto e opta por desprezar alguém.
Por mais que eu lhe perguntasse "porquê?" não houve resposta. Tive que aceitar. Tenho que aceitar essa atitude todos os dias. Por mais zangada e magoada que esteja não posso misturar isso com o meu trabalho. O que é muito mais fácil de dizer do que de fazer, obviamente.
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