sexta-feira, 6 de agosto de 2010

acordar

Há poucas coisas melhores que acordar. Mas é um acordar com tempo, sem pressas para nos levantarmos.
É aquele acordar com o quarto ainda na penumbra mas já com alguma luz. Daquela luminosidade que indica que o sol já vai alto e que o dia lá fora é quente.
Gosto de acordar assim. Principalmente se estiver em casa no reino dos Algarves. É especial acordar lá. Geralmente indica férias ou fins de semana, sem pressão.
Gosto de me espreguiçar sobre os lençóis frescos, de sentir a brisa da manhã e de ficar ali quieta a ouvir os ruídos da casa: a minha mãe a andar de um lado para o outro a tentar não fazer barulho para não nos acordar, os miúdos a correr e a fazer barulho (e o shhhiuuuu da minha mãe), a cadela a ladrar, os passarinhos e o intenso silêncio da aldeia. Gosto de me enroscar no corpo ao meu lado, ainda adormecido, mas que ao sentir-me despertar me puxa para si.
Gosto das manhãs de Verão. Gosto de ir para o quintal e, tal como um girassol, olhar de olhos fechados para o sol e sentir o seu calor.
…. Por outro lado, odeio com todas as minhas forças o despertador!

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